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O que é e por que você já deveria estar aplicando o psicodrama na sua vida

Palco PsicodramaPense na vida como um palco. No centro, revelado pela luz, há um ator representando diversos papéis. Há um papel para o ambiente familiar, um para o lado profissional e outros para ações em grupo. Se naturalmente o ser humano faz do improviso um recurso para viver em sociedade, é igualmente possível se apropriar da representação dramática improvisada para encontrar o equilíbrio e o desenvolvimento de emoções. Entender e incluir o psicodrama na sua vida é identificar, conforme as profissionais Amanda Castro e Viviane Almeida, que o adoecimento se manifesta também como um papel, mas um que foi realizado de forma inadequada, seja por conta da sociedade exigir a aceitação de determinadas funções vitais que o indivíduo não deseja cumprir ou mesmo no desempenho de um papel escolhido, mas não como se pretendia desempenhar.

Para compreender por quais motivos é importante considerar o psicodrama na sua vida, deve-se compreender o que é e como surgiu. Durante entrevista, Vitória Pamplona, psicoterapeuta psicodramatista, explica que a criação desse tipo de psicoterapia em grupo ou individual foi concebida por Jacob Levy Moreno, psiquiatra romeno, a partir de suas experiências com teatro. Longe do convencional, Moreno estruturou uma espécie de representação com o intuito de estimular a criatividade pelos atores. Para isso, criava-se a peça na hora, com os próprios artistas, de um tema proposto naquele momento. A criação era instantânea e em grupo.

O ponto de virada para o psicodrama é conhecido como “O caso Bárbara”. Na época, Bárbara atuava no teatro espontâneo, o mesmo de Moreno, e escolhia constantemente papéis com o mesmo perfil, de pessoa meiga e bondosa. Um expectador contumaz, George, se viu apaixonado pela atriz e tendo seus sentimentos correspondidos, decidiu se casar. Porém, a convivência do casal se mostrou uma surpresa, pois Bárbara agia de forma oposta ao do representado no teatro. Moreno, para ajudá-los, pediu que ela começasse a escolher um perfil diferente, mais irritadiço e explosivo. O resultado? A mudança inversa aconteceu em casa. Foi aí que o profissional se deu conta do potencial terapêutico contido na dramatização e a estruturar o psicodrama. Hoje, a prática acontece por meio de processos individuais ou em grupo em consultório, embora ainda se utilize a vertente em público.

De forma cronológica, Ana Maria Otoni Mesquita organiza a trajetória de Jacob Levy Moreno (1889-1974) e, consequentemente do psicodrama, nas seguintes partes: primeiro, a paixão pelo teatro desde criança. Depois, o envolvimento contínuo em atividades relacionadas com criatividade e questões filosóficas. Também houve a realização de um trabalho com crianças e jogos dramáticos, onde observava o desenrolar das histórias e a capacidade criativa dos pequenos. Em 1922, alugou um teatro e passou a desenvolver o psicodrama, sociodrama e axiodrama. Nisso, promoveu a inversão de papéis entre público e atores, pois era o público que representava seus dramas cotidianos. A partir de 1925, passou a se dedicar ao desenvolvimento da metodologia do psicodrama.

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Psicodrama na sua vida: como funciona?

No psicodrama, há um cenário ou palco em que se dá o desenrolar da ação do protagonista, que pode ser um grupo ou uma pessoa. Há ainda a possibilidade da participação de profissionais que irão representar pessoas importantes no conflito que estão ausentes, enfatizar determinados sentimentos que não estão visíveis, entre outros. Nisso, há uma simulação de histórias que podem retratar o passado, conflitos, desejos e demais situações. Assim, com base na maneira de agir e das percepções sociais, é possível compreender o que pode ser desenvolvido com a pessoa.

Os processos de coaching são bons exemplos de como e onde o psicodrama tem sido aplicado com sucesso. Como quando um cliente chega para realizar o coaching, geralmente está numa posição de tensão, passividade ou até mesmo paralisado diante da vida. Por meio da representação do problema e do entendimento das fases da Matriz de Identidade, é possível desenvolver um olhar mais crítico, resgatando o protagonismo e trazendo o cliente para o comportamento espontâneo no AGORA.

Quer saber como adotar o psicodrama na sua vida? Deixe suas dúvidas e sugestões nos comentários!

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